No período do ano que antecede o domingo de Páscoa é lembrado, por
aproximadamente 2 bilhões de cristãos do mundo, a morte e ressurreição
de Jesus Cristo. Toda a fé cristã realiza atos em memória de Cristo, mas
no período da Semana Santa existem algumas diferenças nas celebrações
de católicos e protestantes.

Segundo a Bíblia Sagrada, na semana que antecedeu a Páscoa dos
judeus, período em que os israelitas relembravam a partida do Egito,
Jesus fez uma entrada triunfal em Jerusalém. No calendário católico, o
evento descrito pelo livro sagrado é chamado de Domingo de Ramos.
Na Quinta-Feira Santa, é relembrado o dia em que Jesus fez a última
ceia com os discípulos. Para os católicos, existe a celebração da missa
do lava-pés, que busca refazer a atitude de Cristo descrita na Bíblia,
quando ele lava os pés dos seus discípulos antes de ser preso, torturado
e crucificado na Sexta-Feira Santa.
No domingo de Páscoa, é celebrado por cristãos a ressurreição de
Jesus Cristo, que após três dias reviveu e, segundo a Bíblia, subiu ao
céu após aparecer aos seus discípulos.
Segundo o reitor do Seminário e Instituto Bíblico Maranata
(Sibima), na Páscoa existe uma grande simbologia. “O cordeiro, descrito
no livro do Êxodo, morto em sacrifício para salvar o povo israelita da
praga, se tornou homem: o cordeiro Jesus, que inocente morreu no lugar
do culpado”, explica.
Cada tradição religiosa segue uma doutrina e ritos diferentes.
Sendo assim, católicos e protestantes celebram a data de formas
distintas. Confira algumas diferenças na Semana Santa de católicos e
protestantes.

Católicos
Durante todos os dias da Semana Santa, há missas para os católicos.
Desde o domingo com a Missa de Ramos, e finalizando no domingo de
Páscoa. Na paróquia Cristo Rei, na rua Nogueira Acioli, Aldeota, a
programação ainda previa para essa quinta-feira as celebrações do tríduo
pascal, no dia seguinte é realizada a via sacra nas ruas do Centro e
Aldeota, saindo da Capela das Irmãs Missionárias. “Na paróquia Cristo
Rei há missas durante toda semana, cada dia uma celebração”, informa o
pároco padre Resende (S.J.).
Ainda na Sexta-Feira Santa, as igrejas celebram a paixão de Cristo,
com o rito de adoração da cruz. Em seguida, a procissão do Senhor
morto, em que todos os fieis acompanham vestidos de preto. A tradição é
secular da Igreja Católica.
No sábado, último dia da Quaresma, é o dia de silêncio para os
católicos e ocorre a Vigília Pascal. Na missa do dia, é realizada a
chamada Benção do Fogo Santo. É comum, nesse momento, o batismo de
crianças ou jovens. O silêncio do dia e o marco do fim oficial da
Quaresma se dá pelo canto do Glória, que simboliza a ressurreição de
Jesus. No domingo de Páscoa, acontecem missas em diversos horários do
dia.
Evangélicos
Em relação às principais diferenças entre as doutrinas da Igreja
Católica e a protestante, está na desobrigação de evangélicos celebrarem
a Semana Santa do Domingo de Ramos à Sexta-Feira Santa. A data lembrada
e celebrada é a Páscoa.
Para os evangélicos, a principal forma de recordar o sacrifício de
Cristo é por meio da realização da ceia, assim como Jesus Cristo fez com
os seus discípulos antes de ser preso e crucificado.
Há igrejas que têm a Santa Ceia de Cristo todos os meses, como é o
caso da Assembleia de Deus – Ministério Templo Central. O pastor
auxiliar da congregação, Isaac Sampaio, explica que a morte de Cristo é
celebrada porque significa a remissão dos pecados dos homens. “Na
realidade, celebramos a morte de Cristo todos os meses, como falou o
apóstolo Paulo, que recomendava que nos reuníssemos para comer e beber o
corpo e o sangue de Jesus, até que ele volte”.
Apesar de a Assembleia de Deus não realizar a ceia no Domingo de
Páscoa, o pastor não nega a representatividade da data. Na sua igreja,
os cultos de Santa Ceia são realizados nas primeiras segundas-feiras de
todos os meses.
“É o melhor culto do mês, pois Deus deu o seu melhor, Jesus, para que tivéssemos vida”, diz.
Fonte: www.opovo.com.br/
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