quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Governo do Ceará realiza pesquisa para construir políticas voltadas a pessoas LGBTQIA+

 

Com o intuito de conhecer e fomentar a construção de uma rede de apoio à população LGBTQIA+ cearense, a Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos do Estado (SPS) iniciou pesquisa estadual divulgada nessa segunda-feira, 17.

Conforme as informações divulgadas pela Pasta, o preenchimento do formulário ajudará a compreender o contexto da população LGBTQIA+ cearense. Realizada por meio da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para pessoas LGBTQIA+, a pesquisa contempla dimensões de habitação; etnia e raça; deficiência; educação; trabalho e renda; saúde; segurança pública, entre outras.

O questionário é aplicado e distribuído nas 14 regiões de planejamento do Estado do Ceará, através do site oficial da SPS, operacionalizado via Google Forms. A pesquisa é idealizada a partir de diferentes demandas do público-alvo, e conta com o apoio de instituições públicas estaduais e municipais.

A Secretaria do Esporte e Juventude (Sejuv), responsável pela divulgação das informações do formulário, também informou que, para a construção do documento, houve a participação da sociedade civil organizada para sua divulgação nos diferentes municípios cearenses. Entre os parceiros das regiões estaduais estão ONGs LGBTQIA+, atores sociais, redes, fóruns, coletivos, universidades e coordenações/diretorias.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Nova Russas - Começa amanhã vacinação contra a covid19 para crianças de 5 aos 11 anos cadastradas no Saúde Digital

79% apoiam vacinação de crianças contra covid, diz Datafolha

A vacinação de crianças contra a Covid-19 começará nesta terça-feira (18), em Nova Russas. Inicialmente, serão 180 doses da Pfizer, com a aplicação iniciando em ordem decrescente, ou seja, à partir dos 11 anos, como determina o Plano Nacional de Imunização, definido pelo Ministério da Saúde.

As crianças nessa faixa etária já cadastradas, poderão a partir das 7h30min, acompanhados dos pais ou responsáveis, munidos de documentos, procurar o EEMTI Olégario Abreu Memória para receberem a dose do imunizante.

Todas as crianças na faixa etária de 5 aos 11 anos, devem efetuar o cadastro no Saúde Digital para se vacinarem. Quanto mais pessoas se cadastram, mais vacinas são enviadas ao município.

O esquema vacinal para crianças terá o intervalo de oito semanas. A vacina será aplicada em duas doses de 0,2 ml (equivalente a 10 microgramas). A tampa do frasco da vacina virá na cor laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos pais, mães ou responsáveis, que levarão as crianças para serem vacinadas.

 

Estudo aponta que uso regular de ivermectina reduz taxas de infecção, hospitalização e mortalidade por COVID

Artigo produzido por cientistas brasileiros e de outras nacionalidades coloca o vermífugo como opção de profilaxia ao coronavírus



Resultados do programa. Foto: Divulgação


Um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros e de outras nacionalidades mostrou que o uso regular de ivermectina como agente profilático reduziu de forma “significativa” infecções, hospitalizações e a mortalidade por COVID-19. A análise foi publicada em um artigo e veiculado na plataforma Cureus Journal of Medical Science.

O “programa de prevenção”, segundo os cientistas, é de origem governamental (não se sabe se municipal, estadual ou federal) e foi realizado na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, entre julho de 2020 e dezembro de 2020.

“A iniciativa consistia em convidar toda a população de Itajaí para uma consulta médica para se inscrever no programa e compilar informações básicas, pessoais, demográficas e médicas. Na ausência de contraindicações, a ivermectina foi oferecida como tratamento opcional, por dois dias consecutivos a cada 15 dias, na dose de 0,2 mg/kg/dia”, destaca um trecho da análise.

De acordo com a pesquisa, nos casos em que um cidadão participante de Itajaí adoecesse por COVID-19, foi orientado não usar ivermectina ou qualquer outro medicamento no início do tratamento ambulatorial. 9. “Todos os indivíduos foram recomendados a não usar ivermectina, nitazoxanida, hidroxicloroquina, espironolactona ou qualquer outro medicamento considerado eficaz contra o COVID-19”, diz o levantamento.

“O uso profilático opcional e voluntário de ivermectina foi oferecido aos pacientes durante consultas médicas regulares entre 7 de julho de 2020 e 2 de dezembro de 2020, em 35 locais diferentes, incluindo 34 centros de saúde locais do SUS e um grande ambiente temporário de pacientes 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os médicos que trabalhavam nesses locais eram livres para prescrever o medicamento profilaticamente. Indivíduos que não usaram ivermectina recusaram ou seus médicos da atenção primária optaram por não oferecer o fármaco”, explica outro trecho da análise.

A dose e frequência do tratamento com ivermectina foi de 0,2 mg/kg/dia.  “Isto é, administrar um comprimido de 6 mg por cada 30 kg durante dois dias consecutivos de 15 em 15 dias”, complementa o documento.

Foram excluídos da amostra os pacientes que apresentaram sinais ou diagnóstico de COVID-19 antes de 7 de julho de 2020. Outros critérios de exclusão foram contraindicações à ivermectina e indivíduos com idade inferior a 18 anos.

Medicamento Ivermectina. Foto: Divulgação

Resultados

Dos 223.128 cidadãos de Itajaí considerados para o estudo, um total de 159.561 indivíduos foram incluídos na análise, sendo 113.845 (71,3%) usuários regulares de ivermectina e 45.716 (23,3%) não usuários.

“Destes, 4.311 usuários de ivermectina foram infectados, sendo 4.197 (taxa de infecção de 3,7%) e 3.034 não usuários foram infectados (taxa de infecção de 6,6%)”, registra o estudo.

O documento mostrou que o uso regular de ivermectina levou a uma redução de 68% na mortalidade por COVID-19 no comparativo com aqueles que não tomaram o medicamento.

Houve redução de 56% na taxa de hospitalização, sendo 44 de usuários de ivermectina contra 99 dos não-usuários.  Após ajuste para variáveis ​​residuais, a redução na taxa de hospitalização foi de 67%.

A pesquisa “Profilaxia com ivermectina usada para COVID-19: um estudo observacional prospectivo em toda a cidade de 223.128 indivíduos usando correspondência de pontuação de propensão”  é assinado por Lucy Kerr, Flavio A. Cadegiani, Fernando Baldi, Raysildo B. Lobo, Washington Luiz O. Assagra, Fernando Carlos Proença, Pierre Kory, Jennifer A. Hibberd, Juan J. Chamie-Quintero

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Cid Gomes cobra congelamento dos preços de remédios


O senador Cid Gomes, líder do PDT no Senado Federal, abriu o ano, fazendo cobranças, que nesses tempos de doenças a deixar os brasileiros preocupados por conta de Covid, gripe e variantes, podem ajudar.

Em maio de 2021, foi votada a lei que proibiu reajuste nos preços dos remédios enquanto durar a pandemia. A lei acabou no lixo, por falta de determinação do governo federal em cobrar os efeitos na ponta, nas farmácias.

O senador colocou a cobrança nas suas redes sociais e pretende tornar essa pauta tema nas comissões do Congresso Nacional.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Planalto tem quase seis vezes mais cargos que a Casa Branca, e já foi pior

 Inchaço da máquina

Em 2013, após 10 anos de governo do PT, o Planalto passou para 4.567 servidores

Palácio do Planalto. Foto: EBC.
Palácio do Planalto. Foto: EBC

A Casa Branca, residência e local de trabalho do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, emprega 560 pessoas na estrutura de cargos da casa mais famosa do planeta. No Brasil, existem 3.246 servidores na Presidência da República. São quase seis vezes mais (exatas 5,7) cargos na sede da presidência brasileira que na presidência norte-americana.

Se entrassem na conta a Vice-Presidência, Agência Brasileira de Inteligência e Advocacia-Geral da União, subordinados ao Planalto, o total de servidores da Presidência no Brasil dispara para 17.627. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, d Diário do Poder.

Mas já foi pior: em 2002, a Presidência empregava 3,2 mil servidores. Em 2013, após 10 anos de governo do PT, inchou para 4.567. Agora voltou a 3,2 mil. 

O presidente dos EUA mora e trabalha no mesmo local. No Brasil, são dois palácios, Planalto e Alvorada, e uma granja para feriados.

Toda a estrutura federal do governo norte-americano emprega 1,87 milhão de funcionários, em todo o País. No Brasil são 1,1 milhão.

 

Deputado André Fernandes diz que comandará PL no Ceará a partir de fevereiro. Acilon Gonçalves e o deputado Junior Mano devem deixar o PL

 Prefeito do Eusébio Acilon Gonçalves muda folhinha neste domingo – Ceará  Notícias

Apesar de o atual presidente estadual do Partido Liberal (PL) no Ceará, o prefeito do Eusébio, Acilon Gonçalves, ter confirmado permanência no comando da legenda no Estado, o deputado André Fernandes (PL) afirma que passará a presidir a agremiação a partir do próximo mês, quando termina a vigência da atual Comissão Provisória.

O grupo bolsonarista acredita ter entre 600 mil a 700 mil votos para a disputa à Câmara Federal, enquanto que o atual comando do partido teria até 300 mil.

Fernandes se filiou ao Partido Liberal no fim do ano passado e segundo o deputado, teria sido indicado pelo presidente Jair Bolsonaro a comandar a presidência da agremiação no Ceará.

“O (presidente nacional do PL) Valdemar (da Costa Neto) disse que quem decidiria seria o presidente Bolsonaro e o presidente decidiu que eu seria o presidente”, afirmou Fernandes ao Blog do Edison Silva.

Além de Fernandes, outros parlamentares bolsonaristas têm utilizado suas redes sociais para enviar mensagens de que estarão se filiando ao PL nos próximos meses. Devem migrar para a legenda os vereadores de Fortaleza: Inspetor Alberto (PROS), Priscila Costa (PSC), Carmelo Neto (Republicanos), além da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Mistério, Mayra Pinheiro, o Coronel Aginaldo e o pai do deputado André Fernandes, o pastor Alcides Fernandes.

Esse grupo soma-se a Dr. Jaziel e Dra. Silvana que devem tentar reeleição para os cargos de deputado federal e deputada estadual, respectivamente. “O Carmelo Neto será nosso puxador de votos para estadual. E a ideia é ficar bem forte”, explicou André Fernandes. Segundo ele, o prefeito Acilon Gonçalves e o deputado federal Júnior Mano, que atualmente comandam o PL, devem deixar a sigla, já que são aliados dos irmãos Ciro e Cid Gomes (PDT) e do governador Camilo Santana (PT).

“Provavelmente, eles devem sair, porque não vão aceitar que o partido fique sob nosso comando. Da mesma forma, se ficar com eles, a gente não aceita. Aí a disputa vai para o voto a voto e nosso grupo tem 600 mil a 700 mil votos. E eles têm entre 200 mil a 300 mil. Acredito que eles devem acabar saindo”, afirmou Fernandes.

No próximo dia 10 de fevereiro finda-se o prazo do atual comando das comissões provisórias e executivas Brasil afora. O atual grupo político que comanda o PL do Ceará reconhece a força dos bolsonarista no Estado, mas prefere aguardar a discussão sobre a direção partidária para depois.

Por Edison Silva

Continua preocupante a turma do Nem- Nem. No Brasil, 12 milhões de jovens não estudam nem trabalham


O número de nem-nem teve um salto durante a pandemia, em 2020. Em 2021, os números recuaram um pouco, mas continuam acima do nível pré-COVID 19


Foto: Freepik


O sonho de Gabriela Novazzi, de 27 anos, é conseguir um emprego para dar uma vida melhor ao filho, de 3 anos. Ela nunca teve um trabalho fixo, com carteira assinada.

Apenas bicos que consegue em eventos. Desde 2016, quando foi obrigada a abandonar a faculdade de Educação Física por questões financeiras, Gabriela não estuda nem trabalha. “Era minha mãe que me ajudava nos estudos, mas ela ficou sem trabalho e parou de pagar a universidade”, diz.

Sem experiência, ela está à procura de qualquer oportunidade de entrar no mercado de trabalho. Mas a busca não tem sido fácil. “A maioria das empresas exige uma experiência anterior. É uma dificuldade”, diz. Além de dar estabilidade ao filho, Gabriela também sonha em terminar a faculdade. “Nunca é tarde para recomeçar.”

Gabriela faz parte de um contingente de jovens de até 29 anos que cresceu muito nos últimos tempos. São os chamados “nem-nem”, um grupo de pessoas que nem estuda nem trabalha. Segundo a consultoria IDados, até o segundo trimestre de 2021, essa população representava 30% dos jovens dessa faixa etária. Isso significa 12,3 milhões de pessoas, cifra que supera a população da Bélgica.

O número de nem-nem teve um salto durante a pandemia, em 2020. Em 2021, os números recuaram um pouco, mas continuam acima do nível pré-COVID 19. São quase 800 mil pessoas a mais ante o primeiro semestre de 2019 – quando o grupo representava 27,9% dos jovens até 29 anos. O problema é que desde 2012 o número está em crescimento. Naquela época, os nem-nem eram 25% da faixa etária (ou 10 milhões).

GARGALO

“Isso representa uma ineficiência enorme para o Estado, já que muitas dessas pessoas tiveram um investimento público por trás”, diz a pesquisadora da consultoria, Ana Tereza Pires, responsável pelo levantamento. Além da questão econômica, tem também o lado individual de cada um dos jovens, sem experiência.

A cada ano, diz ela, novos estudantes se formam e não conseguem ser absorvidos no mercado, o que cria um bolsão de nem-nem. Sem emprego nem renda, eles não conseguem estudar e muitos param no meio do caminho, como no caso de Gabriela. Segundo Ana Tereza, terminar a faculdade numa fase de recessão pode ter reflexos para toda a vida profissional. Os que conseguem emprego podem ter salários mais achatados comparados a quem se forma durante a expansão econômica.

Mesmo para quem já conseguiu emprego, a crise é um problema, porque pune primeiro os mais jovens, que têm menos experiência e recebem menos. As empresas preferem garantir a permanência dos profissionais especializados e de difícil contratação. Sem contar que os mais jovens representam um custo menor na rescisão

EDUCAÇÃO E PIB

Na avaliação do presidente da Trevisan Escola de Negócios, Vandyck Silveira, a situação dos jovens é resultado de uma série de questões. A primeira está associada à educação. “Temos uma escola de ensino fundamental e médio de péssima qualidade, que não prepara o estudante para nada.” O problema, para ele, não é por falta de investimento. Mas por investimento errado.

Soma-se a isso o baixo crescimento da economia. Desde 2013, o País não consegue encontrar o caminho da retomada consistente. Entre 2017 e 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu numa média de 1,4% ao ano – resultado muito abaixo da capacidade. “Para empregar todos os jovens que entram no mercado de trabalho, o Brasil precisaria crescer, pelo menos, 3% ao ano”, diz Silveira. “Estamos ficando definitivamente para trás.”

Para especialistas, o crescimento dos nem-nem significa perda de produtividade e de capital humano. Para Marcelo Neri, diretor do FGV Social, o Brasil teve na pandemia o maior contingente da história de jovens nem-nem. Mas esse porcentual deve cair pela metade até o final do século, resultado da demografia. Na avaliação dele, essa geração está sacrificando o presente e o futuro. “Logo, o futuro do País está comprometido pela falta de quantidade e pelo tratamento de baixa qualidade dado à juventude ” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Cadastro biométrico passa a ser obrigatório para concessão de benefícios do INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que vai ampliar a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios prev...