Dados da plataforma IntegraSUS, da Secretária da Saúde do Estado
(Sesa), desta segunda-feira, dia 31 de janeiro, mostram que o Ceará
registrou ocupação de77% nas suas Unidades de Terapia
Intensiva (UTIs) e de 61% para leitos de enfermaria voltadas para
o tratamento de pacientes com a Covid-19.
As UTIs neonatais registram 75% de ocupação, com cinco leitos ativos. Já as UTIs para crianças apresentam 55% para pacientes com o coronavírus.
Na última sexta-feira, dia 28 de janeiro, o governador Camilo
Santana, e o secretário de Saúde do Ceará, Marcos Gadelha, relataram que
a situação da variante Ômicron no estado mostra uma tendência de
estabilização nos casos registrados nas unidades de saúde.
O
Governo do Estado vai entregar, nesta terça-feira, 1, 82 viaturas para a
Polícia Militar. Os novos veículos vão auxiliar os profissionais de
segurança na vigilância de diversas cidades do estado. O governador
Camilo Santana vai presidir o evento de entrega. O investimento total
para a aquisição das novas viaturas foi de R$ 18,6 milhões.
A
solenidade de entrega das viaturas está prevista para começar às 08h30
da manhã. O evento será na Lagoa da Parangaba (Cruzamento das Avenidas
José Bastos e Fernandes Távora – Em frente ao Terminal da Lagoa)
Serviço
Entrega de viaturas para a Polícia Militar do Estado do Ceará
Data: 1º de fevereiro (terça-feira)
Hora: 8h30min
Local: Lagoa da Parangaba (Cruzamento das Avenidas José Bastos e Fernandes Távora – Em frente ao Terminal da Lagoa)
Transmissão pelas redes sociais do Governo do Ceará:
Mais trabalho, estresse e isolamento colaboraram para a situação
Aplicativo monitora mudanças na forma de andar e detecta se pessoa
ingeriu álcool acima do limite permitido para dirigir, por exemplo Foto: Shutterstock
Durante o ano de 2020, quando o Brasil
passou mais tempo em isolamento social para frear o avanço do
coronavírus, houve aumento no consumo abusivo de bebidas alcoólicas e no
sedentarismo entre a população brasileira, o que desencadeou a elevação
da taxa de pessoas com doenças crônicas, como a obesidade.
Isso
é que mostra a pesquisa Doenças Crônicas e Seus Fatores de Risco e
Proteção: Tendências Recentes no Vigitel, realizada pelo Instituto de
Estudos para Políticas de Saúde (IEPS).
Manaus
(24,9%), Cuiabá (24,0%) e Rio (23,8%) lideram o ranking de maior
incidência da obesidade. Até 2011, nenhuma capital havia ultrapassado
20%.
O índice nacional chega a quase o dobro do que foi registrado
14 anos antes, em 2006, quando só 11,8% da população era portadora
desse tipo de comorbidade.
O ano marca a primeira vez que foi
feito o levantamento Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para
Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) pelo Ministério da
Saúde, de onde os dados do IEPS foram extraídos. Foram entrevistadas
27.077 pessoas nesta edição do estudo.
Alerta
Especialistas
ouvidos pelo Estadão Conteúdo afirmam que a alteração no estilo de vida
dos brasileiros, provocada pela pandemia, foi determinante para o
surgimento – e até agravamento – de hábitos prejudiciais à saúde, assim
como transtornos psíquicos que desencadeiam outras doenças.
A
vestibulanda de Artes Visuais Isabella Stael, de 19 anos, atribui o
aumento do consumo de bebidas alcoólicas na pandemia ao que chama de
“desgaste psicológico”.
Ela afirma que o álcool é usado como
refúgio para relaxar e se divertir em meio ao estresse causado pela
covid e pelos estudos, sem que haja, necessariamente, uma ocasião
especial.
“Em grande parte, o consumo de álcool que faço está ligado a aliviar a pressão e não precisar pensar no futuro”, afirma ela.
“Também
está relacionado a dias em que estou muito cansada, ou em outros em que
o esgotamento mental é tão grande que fico frustrada por não conseguir
estudar direito e chego ao final do dia querendo beber”, acrescenta a
jovem.
O psiquiatra Guido Palomba, da Associação Paulista de
Medicina, vê relação direta entre a pandemia e a alta da taxa de doenças
crônicas.
Para ele, isso ocorre porque as pessoas precisam
restringir a locomoção e lidar com a superexposição a notícias
negativas, o que desencadeia transtornos psiquiátricos que colaboram
para surgirem comorbidades.
A demanda excessiva de trabalho criada
pelo home office também é apontada por Palomba como fator inerente ao
“novo normal”, que estimula hábitos pouco saudáveis.
“Alimentação e
álcool são formas de gratificação em momentos ruins. Consequentemente,
há aumento de obesidade, diabete e problemas cardíacos”, afirma.
Diagnóstico
Beatriz
Rache, mestre em Economia pela Universidade Columbia (EUA) e autora da
pesquisa do IEPS, destaca o aumento dos fatores de risco à saúde, como o
consumo de ultraprocessados (biscoitos, chocolate, salsicha, margarina,
entre outros), em praticamente todos os segmentos da pesquisa. Só o
tabagismo se manteve estável em 2020 ante 2019.
Em contrapartida, o
consumo abusivo de álcool partiu de 18,8% para 20,4%, mesmo cenário
observado em relação ao sedentarismo (de 13,9% para 14,9%).
“A
gente vê, entre 2019 e 2020, piora de todos os indicadores de riscos
comportamentais e, por isso, é possível associar ao aumento da
obesidade. Apesar de a Vigitel não permitir fazer essa correlação, os
dados mostram que a pandemia parece estar associada aos resultados de
2020, ano tanto de estresse econômico quanto sanitário”, afirma Beatriz.
Presidente
da Associação Médica Brasileira, César Fernandes destaca a importância
de grandes campanhas de conscientização sobre riscos da alimentação
inadequada e da falta de atividade física.
“Muitas famílias
mudaram hábitos alimentares para pior, com o teor de gordura e caloria
aumentado. As pessoas começaram a se servir por meio de delivery. Não
bastasse isso, se privaram de atividades físicas habituais, como
pequenas caminhadas no cotidiano”, acrescenta.
Estimativa de pesquisadores é que 110 mil mortes poderiam ser evitadas
nos EUA anualmente se adultos maiores de 40 anos praticassem atividade
física por 10 minutos
Praticar atividade física em casa é uma das formas de cuidar da saúde durante a pandemia Foto: Marko Geber/GettyImages
Você pode encontrar 10 minutos em seu dia
para fazer uma atividade física? De acordo com um novo estudo, isso
poderia salvar vidas.
Mais
de 110.000 mortes poderiam ser evitadas a cada ano nos Estados Unido se
adultos acima de 40 anos acrescentassem 10 minutos de atividade física
diária, de impacto moderado a vigoroso, às suas rotinas normais, diz um estudo publicado na segunda-feira (24) na revista JAMA Internal Medicine.
Um aumento de 20 a 30 minutos poderia salvar ainda mais vidas, observou o estudo.
O estudo utilizou
dados de aceleração que a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição
registrou dos participantes com 6 ou mais anos de idade, entre 2003 e
2006. Os pesquisadores então analisaram os níveis de atividade de quase
5.000 participantes entre 40 e 85 anos e rastrearam as taxas de
mortalidade até o final de 2015.
O método utilizado para conduzir o
estudo foi rigoroso, disse Peter Katzmarzyk, professor de obesidade
pediátrica e diretor executivo associado de ciências da população e
saúde pública no Centro de Pesquisa Biomédica Pennington, da
Universidade Estadual de Louisiana.
Embora o número de mortes
prevenidas seja uma estimativa, “é uma abordagem válida, pois seria
quase impossível conduzir um julgamento humano real para manipular os
níveis de atividade das pessoas e observar resultados a longo prazo,
tais como mortes”, disse Katzmarzyk, que não estava envolvido no estudo,
em um e-mail.
“Já relatamos anteriormente que mesmo um pouco de
exercício pode resultar em benefícios para a saúde”, disse
Saint-Maurice. “Este estudo não se concentra nos benefícios para os
indivíduos, mas sim no nível da população. Podemos tornar nossa nação
mais saudável, encorajando a todos a acrescentar 10 minutos de atividade
ou mais a cada dia”.
Como completar seus 10 minutos
O exercício diário não é apenas para “ratos de ginástica”, comentou Dana Santas, colaboradora de fitness da CNN e treinadora de corpo e mente para atletas profissionais.
“Fazer
dez minutos de exercício todos os dias é muito mais fácil do que as
pessoas pensam. Considere a rapidez com que se passam dez minutos quando
você navega descuidadamente pelas mídias sociais ou assiste a seu
programa de TV favorito”, disse Santas em um e-mail. “Não é um grande
investimento de tempo, mas pode proporcionar grandes benefícios à
saúde”.
Andar ao ar livre ou em uma esteira é uma das melhores e
mais fáceis maneiras de incorporar atividade física consistente em sua
vida, disse Santas.
A ioga, tanto para praticantes quanto para não
praticantes, é outra grande opção, com os benefícios adicionais de
alívio do estresse e fácil acesso online a todos os níveis de instrução,
acrescentou.
Outra atividade em casa com um baixo custo de entrada: exercícios de peso corporal.
Sem
equipamento, é fácil fazer quatro rodadas de exercícios de três minutos
de peso corporal, e você recebe dois minutos adicionais de benefícios.
A
chave é encontrar uma sequência de movimentos que trabalhe
moderadamente todo o corpo, equilibrando a força da parte superior do
corpo, a força da parte inferior do corpo e o exercício cardiovascular,
tais como 10 a 25 flexões, 25 a 40 agachamentos e um minuto de jogging
no lugar, disse Santas.
E quando em dúvida, você sempre pode dançar.
Colocar
algumas de suas músicas favoritas e se mexer sozinho em sua cozinha, ou
reunir-se com a família e amigos na sala de estar, é um exercício que
parece mais uma celebração.
São necessárias apenas três ou quatro
músicas para atingir sua meta de 10 minutos, disse Santas, mas ninguém
vai te culpar se você não puder parar por aí.
O exercício não
precisa ser extenuante para ser eficaz, e intensificar um pouco sua
rotina pode ter um grande impacto, disseram especialistas.
Nota
importante: Se você sentir dor durante o exercício, pare imediatamente.
Consulte o seu médico antes de iniciar qualquer novo programa de
exercícios.
Nesta
quarta-feira (26), os governadores recuaram e decidiram prorrogar por
mais 60 dias o congelamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS) dos combustíveis.
O
prazo estabelecido para o congelamento era entre 1º de novembro de 2021
e 31 de janeiro de 2022 e há duas semanas os gestores anunciaram que
não seria prorrogado. A questão, todavia, não é consenso entre os chefes
de Executivos estaduais.
Em
nota, eles também cobram do Governo Bolsonaro a mudança na política de
paridade internacional nos preços dos combustíveis praticada pela
Petrobras.
“Esta
proposta traduz mais um esforço com o intuito de atenuar as pressões
inflacionárias que tanto prejudicam os consumidores, sobretudo no
tocante às camadas mais pobres e desassistidas da população brasileira,
enfatizam a urgente necessidade de revisão da política de paridade
internacional de preços dos combustíveis, que tem levado a frequentes
reajustes, muito acima da inflação e do poder de compra da sociedade”,
diz a nota dos governadores.
Até
o momento, 21 dos 27 governadores haviam assinado o documento. Entre
eles, opositores, como os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e
do Maranhão, Flávio Dino (PSB), e aliados, como o de Minas Gerais,
Romeu Zema (Novo), e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
Os
governadores e Bolsonaro vêm travando um cabo de guerra com relação ao
preço dos combustíveis. O mandatário do país culpa os estados,
responsáveis pela cobrança do ICMS, enquanto os governadores afirmam que
o problema está na política de repasse de preços internacionais do
petróleo.
Bolsonaro, inclusive, anunciou na última semana que vai apresentar uma PEC para baixar o preço dos combustíveis.
O
governador do Piauí, Wellington Dias (PT), coordenador do Fórum
Nacional dos Governadores, vem defendendo pública e frequentemente a
aprovação do Fundo para Equalização do Preço dos Combustíveis, que está
no Senado.
De acordo com ele, se a medida for aprovada imediatamente, o valor da gasolina pode cair de R$ 7 para R$ 5.
O artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor (CDC) traz um rol exemplificativo com os direitos básicos do consumidor.
São 6 desses direitos:
-
Proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por
práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos
ou nocivos;
-
A educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e
serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas
contratações;
-
A proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais
coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas
ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;
-
A garantia de práticas de crédito responsável, de educação financeira e
de prevenção e tratamento de situações de superendividamento,
preservado o mínimo existencial, nos termos da regulamentação, por meio
da revisão e da repactuação da dívida, entre outras medidas;
- A preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação de dívidas e na concessão de crédito;
-
A informação acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal
como por quilo, por litro, por metro ou por outra unidade, conforme o
caso.
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) recomendou,que 27 municípios adotem as providências
necessárias para garantir o início imediato da vacinação contra a
Covid-19 para crianças que tenham entre 5 a 11 anos, dando prioridade as
que estão institucionalizadas e/ou que possuem deficiência e
comorbidades. Nas recomendações, o MPCE também pede que seja realizada
uma campanha de cadastramento de crianças com deficiência – e que
estejam nessa faixa etária – nas escolas estaduais e municipais, além da
realização de busca ativa visando garantir o cadastro e a vacinação dos
estudantes.
Conforme balanço do Centro de Apoio Operacional da Saúde (CAOSAÚDE)
do MPCE, até hoje, receberam recomendação as seguintes cidades:
Banabuiú, Barbalha, Baturité, Caucaia, Choró, Crateús, Croatá,
Fortaleza, Guaramiranga, Horizonte, Iguatu, Independência, Madalena,
Massapê, Maranguape, Mauriti, Morada Nova, Novo Oriente, Pacoti,
Palmácia, Pedra Branca, Quixadá, Saboeiro, São João do Jaguaribe,
Santana do Acaraú, Senador Sá e Tabuleiro do Norte.
No documento, o MPCE também requereu, dentre outras medidas, que sejam feitas campanhas de cadastramento: •
Pelas Secretarias de Ação Social/Direitos Humanos dos municípios, com
participação dos CREAS e CRAS, para que sejam cadastradas no Saúde
Digital as crianças com deficiência que estejam em situação de
vulnerabilidade; • Pelas Unidades Básicas de Saúde, com participação
inclusive dos agentes comunitários de saúde, para que sejam cadastradas
e vacinadas as crianças com deficiência que tenham entre 5 e 11 anos; •
Em pontos itinerantes, com foco no cadastro de crianças com deficiência
institucionalizadas, com comorbidades e sem acesso ao sistema de
cadastro; • E em Unidades e Centros de Acolhimento, além de Centros
Socioeducativos, em que o cadastramento deve ser realizado sob a
coordenação dos responsáveis pela unidade.
O MPCE também recomendou que seja feito o cadastro das crianças com
deficiência no Censo Estadual das Pessoas com Deficiência da Sesa. Cabe
destacar que as escolas também devem exigir dos pais e responsáveis
pelas crianças o cartão de vacinação atualizado, de acordo com a Lei
Estadual nº 16.929/2019, o que inclui a vacinação contra a Covid-19. A
medida também consta no artigo 14, parágrafo 1º, do Estatuto da Criança e
do Adolescente (ECA), que prevê a obrigatoriedade da vacinação. A não
apresentação do comprovante de vacinação, contudo, não impedirá a
matrícula, devendo ser dado prazo para regularização da situação.
Caberá ainda ao Conselho Tutelar acompanhar a situação junto aos pais
ou responsáveis para garantir o direito à Educação e à Saúde. O Supremo
Tribunal Federal (STF) também já havia determinado que o Ministério
Público acompanhasse a vacinação das crianças, visto que é dever do MP
garantir os direitos fundamentais.
Os municípios recomendados têm até cinco dias, a contar do
recebimento do documento, para informar ao MPCE acerca do cumprimento
das medidas, sob pena de ajuizamento de Ação Civil Pública em caso de
descumprimento.