domingo, 11 de setembro de 2016

Bens declarados à justiça eleitoral dos candidatos a prefeito e vice de Nova Russas



Marcos Alberto
 

Detalhamento dos Bens


100% QUOTAS EMPRESA PLURAL ASSESSORIA E CONSULTORIA/Quotas ou quinhões de capital


 R$120.000,00
DINHEIRO EM ESPÉCIE  Dinheiro em espécie - moeda nacional R$45.000,00
PEREIROS  Terra nua R$104.500,00
Total em Bens: R$ 269.500,00 

 Vice: Major Evandro

MAJOR EVANDRO

 

 

 

 

 

 

Detalhamento dos Bens

Descrição


TipoValor do Bem
UM CHALÉ EM CALDAS NOVAS, CONDOMÍNIO POR DO SOL, Nº 50, GOIÁS-GOOutros bens imóveisR$60.000,00
VEÍCULO GM VECTRA ANO 2007 - PLACA JGW 0333-DFVeículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$20.000,00
UMA CASA NA QUADRA 02 - CONJUNTO I - CASA 23 - SETOR SUL - GAMA-DFCasaR$400.000,00

Total em Bens: R$ 480.000,00

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GONÇALO DIOGO

 

Detalhamento dos Bens

Descrição


TipoValor do Bem
CASA RESIDENCIAL SITUADA NA AV. ANTONIO JOAQUIM DE SOUSA, S/N, CENTRO, NOVA RUSSAS-CECasaR$130.000,00
UM TERRENO NA RUA ESPERANTO Nº 1096, AEROPORTO, FORTALEZA-CETerrenoR$18.369,00
UM TERRENO NA RUA TIANGUA, BAIRRO AEROPORTO, FORTALEZA-CE.TerrenoR$20.000,00
DINHEIRO EM ESPECIEDinheiro em espécie - moeda nacionalR$15.000,00
UMA LINHA TELEFÔNICALinha telefônicaR$2.204,28
UMA CASA RESIDENCIAL, SITUADA NA RUA TÂMISA, Nº 455, CASA 08, DUNAS, FORTALEZA-CE.CasaR$767.196,96
CASA RESIDENCIAL DE ESPOLIO, SITUADA NA AV. ANTONIO JOAQUIM DE SOUSA, 1381, CENTRO, NOVA RUSSAS-CECasaR$120.000,00
DETENTOR DE 100% DAS QUOTAS DA EMPRESA GONÇALO SOUTO DIOGO, CNPJ: 35.085.596/0001-54Quotas ou quinhões de capitalR$2.000,00
CASA RESIDENCIAL, SITUADA NA RUA ESPERANTO, N 1089, BAIRRO AEROPORTO, FORTALEZA-CECasaR$100.000,00

Total em Bens: R$ 1.174.770,24

Vice: SÔNIA FROTA 

Detalhamento dos Bens

Descrição


TipoValor do Bem
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA NA EMPRESA AUTO POSTO FALPEL VAMOS VER LTDA, CNPJ: 13.046.372/0001-09Quotas ou quinhões de capitalR$150,00
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA NA EMPRESA AUTO POSTO FALPEL IPU CENTRO LTDA, CNPJ: 22.841.110/0001-19Quotas ou quinhões de capitalR$1.000,00
DINHEIRO EM ESPÉCIEDinheiro em espécie - moeda nacionalR$245.678,00
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA NA EMPRESA AUTOPOSTO FALPEL PONTE LTDA, CNPJ: 15.533.191/0001-24Quotas ou quinhões de capitalR$500,00
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA NA EMPRESA AUTO POSTO FALPEL ESTAÇÃO LTDA, CNPJ: 13.046.378/0001-78Quotas ou quinhões de capitalR$150,00
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA NA EMPRESA AUTO POSTO FALPEL ALTO LTDA, CNPJ: 22.873.591/0001-44Quotas ou quinhões de capitalR$1.000,00
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA NA EMPRESA FALPEL COMÉRCIO LTDA, CNPJ: 04.459.123/0001-46Quotas ou quinhões de capitalR$3.000,00
UM AUTOMÓVEL FIAT UNO SPORTING, MODELO 2012/2013, COR BRANCA, PLACA CSJ-5611.Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$29.000,00
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA NA EMPRESA AUTO POSTO FALPEL PIRES FERREIRA LTDA, CNPJ: 22.861.042/0001-50Quotas ou quinhões de capitalR$1.000,00
CONTA CORRENTE DO BANCO DO BRASILDepósito bancário em conta corrente no PaísR$7.500,00
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA NA EMPRESA AUTO POSTO FALPEL IPU BARRINHA LTDAQuotas ou quinhões de capitalR$1.000,00
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA NA EMPRESA AUTO POSTO FALPEL DELMIRO GOUVEIA LTDA, CNPJ: 23.585.941/0001-30Quotas ou quinhões de capitalR$1.000,00
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA NA EMPRESA EMPREENDIMENTO DE PETRÓLEO LTDA, CNPJ: 13.184.101/0001-01Quotas ou quinhões de capitalR$300,00

Total de Bens: R$ 291.278,00
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EDILSON MUTHATHA 

Não declarou nenhum bem.

Vice: FRANCISCO FREIRE

 

Não declarou nenhum bem.

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DR. RAFAEL PEDROSA

Detalhamento dos Bens

Descrição


Tipo  Valor do Bem
HILUX SW4 2014/2015         R$140.000,00
APARTAMENTO AV BEZERRA DE MENEZES FORTALEZA-CE     R$600.000,00
Total de Bens: R$ 740.000,00

Vice: JÚNIOR MANO

Detalhamento dos Bens

Descrição


TipoValor do Bem
VEICULO JEEP GRAN CHEROKEE LIMITED 2015Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$230.000,00
UM VEICULO TOYOTA COROLA COR PRATA 2011Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.R$54.000,00
QUOTAS DE CAPITAL NA EMPRESA GOLD SERVIÇOS E CONSTRUÇÕES LTDA CNPJ 10.940.340/0001-56Quotas ou quinhões de capitalR$500.000,00
POUPANÇA BRADESCOCaderneta de poupançaR$204,26
UM APARTAMENTO NA RUA DRAGÃO DO MAR, 517 APTO 1501 PRAIA DE IRACEMAApartamentoR$400.000,00
BANCO BRADESCODepósito bancário em conta corrente no PaísR$501,00
Total em Bens: R$ 1.184.705,26

Total declarado pelos candidatos à Justiça Eleitoral: 
R$ 4.140.253,50

Fonte: TRE/TSE


Blog - No tocante a situação dos candidatos aptos a disputa do pleito ao cargo majoritário, duas chapas foram deferidas pela justiça eleitoral :
Rafael Pedrosa e Júnior Mano / Edilson Muchacha e Francisco Freire (Deferidas)
Gonçalo Diogo e Sônia Frota indeferida com recurso
Marcos Alberto e major Evandro (Indeferida) cabendo recurso
Os candidatos tem prazo até amanhã dia 12 para formalizar substituições ou levar o processo as instâncias superiores para deferimento ou não das candidaturas

sábado, 10 de setembro de 2016

Ex- ministro relaciona sua demissão porque mirava empreiteiras, deputados e senadores

O ex-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Fábio Medina Osório, demitido nesta sexta-feira, 9, voltou a relacionar sua saída à suposta insatisfação do Palácio do Planalto com medidas tomadas pela AGU no âmbito da Operação Lava Jato.
Em entrevista neste sábado, 10, à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, ele disse que foi afastado por ter tomado iniciativas mirando empreiteiras e políticos (deputados e senadores). Osório acusou o governo de obstruir, dificultar o trabalho da AGU e criticou a atuação do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
O ex-advogado-geral da União reiterou que é da AGU a competência de proteger o erário público e buscar o ressarcimento de danos causados pela corrupção. Segundo ele, o governo federal não tem interesse em agilizar processos neste sentido. “Desde o primeiro momento em que ajuizamos ações de improbidade contra empreiteiras, buscando ressarcimento de quase R$ 12 bilhões, no início da minha gestão, eu fui submetido a um processo difamatório constante e contínuo”, afirmou. “Falaram mentiras de toda a espécie para tentar justificar a desconstrução moral de uma autoridade.”
De acordo Osório, o “ponto culminante”, que gerou um atrito com Eliseu Padilha, se deu quando a AGU solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso a inquéritos que apuram a participação de integrantes da base do governo no esquema apurado pela Lava Jato. “Ele (Padilha) entende que a AGU tem que estar a serviço dos interesses do governo”, relatou Osório na entrevista.

8 coisas que você não sabia sobre os maçons

8 coisas que você não sabia sobre os maçons
Como muitos sabem, a maçonaria é uma sociedade latamente reservada e com interesses apenas dos que participam. Mas se você ficou curioso e que saber mais coisas sobre eles, confira a nossa lista:
1. Eles têm um aperto de mão secreto
Embora vários membros negam isso ao público, eles têm pelo menos um aperto de mão maçônico secreto. Supostamente, existem até mesmo frases maçom para dizer quando está correndo algum perigo, fazendo com que outros membros possam prestar auxílio. O fundador do mormonismo, Joseph Smith, diz-se que proferiu esta frase nos últimos momentos antes de sua morte.
2. Eles sempre usam uma corda nos rituais
Os rituais, embora descritos pelos maçons como cerimônias, sempre incluem um laço. É difícil dizer se essa corda significa uma ameaça, uma chamada para fazer silêncio ou simplesmente como símbolo de um cordão umbilical (como eles dizem).
3. Eles trabalham para controlar a política e as finanças de vários países
Cerca de meio milhão de maçons na Inglaterra são desproporcionalmente envolvidos na política e governo. Mesmo hospitais e universidades muitas vezes são controlados pelos maçons.
4. Astronautas maçônicos
Astronautas do programa Apollo, como o famoso Buzz Aldrin, eram maçons. A bandeira da maçonaria, inclusive, foi com eles para a Lua e voltou. Dizem até que Aldrin teria reivindicado a Lua para sua loja maçônica, no Texas.
5. Símbolo maçônico na nota de dólar
Se você já olhou atentamente para o dólar, provavelmente você reparou o olho que tudo vê acima da pirâmide. Esse símbolo maçônico significa “nova ordem mundial”. Muitos dizem que a decisão de incluir esse símbolo maçônico não foi influenciada pelos maçons, sendo que Benjamin Franklin era o único maçom na comissão de design.
6. Se você é ateu, dificilmente você será um maçom
É impossível se tornar um maçom se você é um ateu. O primeiro requisito é que os membros potenciais devem acreditar em um poder superior de algum tipo. Você pode até mentir sobre a sua religião, mas isso é um ponto de honra para eles. O templo ainda exclui as mulheres, mas alguns grupos estão atualmente discutindo esse fato.
7. As senhas secretas dos maçons
Na verdade, existem várias senhas para várias ocasiões e razões. Como a única pessoa com a última sílaba do segredo foi assassinada, os maçons substituíram por outra palavra, e apenas poucas pessoas sabem a palavra secreta, que geralmente é usada apenas em cerimônias.
8. Eles não vão depor uns contra os outros
Os maçons são instruídos a não testemunhar um contra o outro e um julgamento. Eles até admitem que isso pode ser um perjúrio, mas para eles é muito pior não proteger um dos seus.
Fonte: Fatos Desconhecidos

Dinheiro Sujo ?

PF apreende R$ 6 milhões em espécie na empresa de familiares de Adail Carneiro

adail-carneiro
O deputado federal Adail Carneiro (PP-CE), que ficou conhecido por mudar o voto em cima da hora a favor do impeachment de Dilma Rousseff, teve apreendidos R$ 6 milhões em espécie numa empresa locadora de veículos da sua família, na Aldeota, em Fortaleza.
A operação Km Livre foi executada pela Polícia Federal e acompanhada por cinco procuradores federais. Os mandados foram autorizados pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.
Adail garante que o dinheiro é legal e oriundo de contratos de licitação com prefeituras do Ceará. O parlamentar diz que a empresa pertence a um irmão. Adail afirma que não é mais sócio da locadora.


Camilo Santana entrega 40 novos veículos para reforçar segurança pública nesta segunda-feira

O governador Camilo Santana entrega nesta segunda-feira, dia 12 de setembro, 40 novas viaturas para a Polícia Militar. A entrega das unidades acontece em solenidade no Palácio da Abolição. O investimento na compra dos veículos gira em torno de
R$ 6 milhões.
As viaturas serão destinadas ao Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), ao Batalhão de Divisas, ao Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) e ao Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque).
Do total, 26 veículos são exclusivos para as ações no Interior, sete para ação em Fortaleza e outros sete para o litoral da Capital e da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Eleições, que eleições?


Eleições (Foto: Arquivo Google)
Reduzir o prazo das campanhas eleitorais que sujam as ruas e o tempo da propaganda gratuita que altera o horário da novela na TV pode parecer muito bom, coisa de país civilizado, escandinavo mesmo. Limitar o volume de gastos e proibir as doações empresariais, fechando uma das torneiras da corrupção, também são, à primeira vista, medidas corretas e moralizadoras. Mas será que, na prática tupiniquim, é bem assim? A pouco mais de vinte dias das eleições municipais, pouca gente está se lembrando delas - e não apenas porque ocorrem na sequência da primeira olimpíada realizada no país e de uma crise política que resultou no segundo impeachment presidencial em menos de 25 anos. O pleito de 2016 tem grandes chances de passar à história como a eleição esquecida, aquela que menos mobilizou e provocou reflexão no eleitorado, justamente no momento em que o sistema político, exaurido e desgastado, mais precisa disso para mudar.
Nos municípios do país, incluindo as grandes capitais, pouca gente está se lembrando que irá às urnas em 2 de outubro para escolher prefeito e vereador. Não se vê um mísero plástico nos carros, os debates têm baixa audiência, as conversas no botequim e nas mesas familiares ainda giram em torno de outros assuntos. A maior demonstração da temperatura ainda gelada das campanhas a pouco mais de três semanas do pleito é a pouca mobilidade do quadro de candidatos.
Nas principais capitais, pelo menos, quem já estava na frente desde sempre lá continua, com boas chances de pegar a primeira vaga do segundo turno - caso de Celso Russomano, em São Paulo, e Marcelo Crivella, no Rio, ambos do universal PRB. São candidatos bons de saída, conhecidos do público, mas que costumavam ser desidratados ao longo das disputas. O que pode não ocorrer desta vez, já que, na redução de 90 para 45 dias do prazo de campanha, restou pouco tempo para movimentos de construção e desconstrução de candidaturas e para a gangorra dos ataques e defesas que, ao fim e ao cabo, levavam o distinto público a conhecer melhor cada um e pesar prós e contras em sua escolha.
Agora é tudo muito rápido, e confirma-se a vantagem, como já dissemos aqui certa vez, dos ricos e famosos. Os mais conhecidos, como radialistas e comunicadores, além dos que disputam a reeleição, saíram mesmo na frente, e os desconhecidos dificilmente terão tempo para alcançá-los. A redução do programa eleitoral diário para dez minutos, retalhados entre todos os partidos, só favorece legendas grandes e candidatos do establishment, únicos com tempo suficiente para dizer seu nome inteiro e mandar uma mensagem que tenha lé com cré.
Em São Paulo, por exemplo, a candidata do PSOL mal tem tempo de pronunciar as palavras Luiza e Erundina em seu programa (?) na TV. As inserções, comerciais de 30 ou 60 segundos durante a programação, têm seu impacto quando feitas por bons marqueteiros - que só os que têm dinheiro podem ter -, mas não são, nem nunca serão,  instrumento adequado para apresentar e debater propostas para as cidades, nem por parte dos endinheirados e nem dos pobretões.
A proibição de doações empresariais, junto com a permissão de que candidatos usem seus próprios recursos, está se mostrando uma combinação fatal para muitos, já que, obviamente, beneficia os ricos. Caso, por exemplo, do tucano João Dória em São Paulo, onde é empresário abonado e candidato do governador Geraldo Alckmin. Não por acaso, pesquisas mostram que, do início da campanha para cá, ele parece ser o único candidato do segundo pelotão que disputa a segunda vaga do segundo turno que está crescendo.
Mais: a modificação nas regras do financiamento, sem se fazer acompanhar por mudanças profundas no sistema partidário e eleitoral - a tal da reforma política que ninguém nunca tem coragem de fazer - está, como se esperava, fazendo surgir as mais criativas formas de se burlar a lei. O TCU e o Ministério Público já identificaram doações em nome de pessoas mortas e de beneficiários do Bolsa Família, uso de funcionários públicos como intermediários de partidos e empresas e numerosos casos de caixa 2. Imagine-se o número de recursos questionando candidaturas e, mais adiante, prefeitos e vereadores que serão impugnados após a eleição.
Vai ficando claro que a nova lei eleitoral não passou no teste e terá que ser revista para 2018. Pior ainda é a oportunidade que o país pode perder em meio à crise que já derrubou uma presidente da República, pressiona seu sucessor, pede ao Congresso que tenha juízo e mantém manifestantes nas ruas, como vimos nas comemorações do 7 de setembro nesta quarta. É muito provável, quase certo, que manifestações e eleições se encontrem em algum ponto do caminho.
Em momentos delicados assim, banhos de urna sempre representam solução, ainda que apenas no âmbito municipal. O voto consciente é o começo de tudo, a origem da  solução, o primeiro e importantíssimo passo para mudanças profundas. Essa escolha, porém, só é legítima e resultado de uma verdadeira reflexão quando as regras do jogo garantem isonomia aos candidatos e transparência aos eleitores - o que, lamentavelmente, não é bem o caso atual.
Por Helena Chagas

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Seminário gratuito discute construção de escola pública de qualidade

Estão abertas as inscrições para o seminário “Gestão na educação como fator de desenvolvimento econômico e social”. O evento será realizado no dia 13 de setembro, das 19h às 21h, na sede da CDL de Fortaleza. A inscrição pode ser feita de forma gratuita, pelo site da Faculdade CDL.
A proposta do encontro é discutir e disseminar boas práticas de gestão educacional aplicadas em escolas públicas estaduais e municipais em cidades cearenses que se destacaram na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Essas ações serão abordadas ao longo do seminário, por meio de palestras.
“Fatores que geram excelência na educação pública” é o tema que será abordado pelos professores André Haguette e Eloisa Vidal, ambos, coordenadores da pesquisa, realizada em 10 escolas púbicas estaduais, que gerou o livro “Dez escolas, dois padrões de qualidade”. A obra descreve os seis principais fatores que geram excelência na oferta de serviços educacionais em escolas públicas.
Na ocasião, também, será realizada a palestra “Educação de qualidade e seus aspectos organizacionais” pelo professor Marcos Lima, que é coordenador do grupo de Pesquisa em Avaliação e Gestão Educacional (GPAGE), da UFC.
Direcionado a diretores de escolas publicas estaduais e municipais, a alunos de graduação de administração e pedagogia de universidades e a coordenadores pedagógicos de escolas de ensino fundamental e médio, o evento, contará com a participação de 24 acadêmicos membros da Academia Cearense de Administração (ACAD), que, depois, divulgará os resultados das discussões.
O Seminário é uma realização da ACAD, com o apoio da CDL de Fortaleza e Faculdade CDL.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A bagunça política


Bagunça (Foto: Arquivo Google)
O PT, nos seus treze anos de reinado, bagunçou não apenas o coreto da economia, mas sobretudo o da política.
Se colocar os números no lugar leva tempo, mais ainda levará a política, que depende de fatores bem mais complexos, ligados a questões de natureza psicossocial, como confiança e credibilidade, que não se improvisam, nem se resolvem com emendas constitucionais, decretos ou projetos de lei.
Se é possível – e necessário – impor um teto aos gastos públicos, não há teto à vista para os estragos da política.
O dano causado pelo golpe de fatiar a Constituição em plenário, numa votação que era única, e que só poderia ser única, piorou o que já não prestava. O poço parece já não ter fundo.
Mas o truque saiu pela culatra: se o objetivo era – e foi – livrar Dilma de Sérgio Moro, nomeando-a secretária de Estado de algum governador amigo, a reação havida foi – está sendo - de tal porte que é improvável que alguém, por mais fiel a ela, tenha a coragem de lhe encaminhar tal convite. A menos, claro, que queira ir para o inferno com ela. Em política, até cumplicidade tem limite.
Não obstante o tamanho da lambança, os políticos só começaram a percebê-la depois da reação indignada da sociedade. E se assustaram. De algum modo, a maioria chancelou o crime (pois é disso que se trata: crime contra a Constituição).
As declarações das principais lideranças – gente como Aloysio Nunes, Aécio Neves, Cássio Cunha Lima, Cristovam Buarque (que apoiou o fatiamento) – eram no sentido de contemporizar.
Ninguém se dispunha a recorrer ao STF. Michel Temer mesmo, embora registrasse sua contrariedade, manteve sua viagem à China no dia mesmo em que recebia em caráter efetivo a Presidência da República e via sua base parlamentar cindida em meio ao caos moral daquela votação. Mais uma vez, os políticos assustaram-se com a reação da sociedade, como se esta pudesse reagir de outra forma.
Assim como não previram as manifestações de rua do ano passado e deste ano – e só as levaram em consideração quando já não era possível ignorá-las -, subestimaram a capacidade reativa diante do estupro à Constituição. E aí, só aí, passaram a considerar a hipótese de ir ao STF, que já recebera recursos de entidades da sociedade civil, que, mais uma vez, se antecipou aos políticos.
Por aí se vê o quanto a política oficial está dissociada do sentimento da sociedade que deveria representar. Não fosse a voz das ruas, o tema do impeachment nem teria entrado na agenda. As instituições só funcionam quando movidas pelo combustível do medo.
A Era PT, pontuada por Mensalão, Petrolão e coisas do gênero, fez com que o absurdo parecesse natural. E fez com que a classe política mergulhasse num autismo do qual parece emergir com grande lentidão e contrariedade.
Algo está mudando – e é de fora para dentro. “A agenda política está nas ruas, não nos gabinetes”, proclama o senador Ronaldo Caiado. O recado é para Temer e os que o cercam.
Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski não o perceberam. O presidente do STF, em dissonância com alguns de seus mais experientes pares, como Celso de Melo e Gilmar Mendes, já declarou que cabe recurso ao impeachment, embora isso não conste da Constituição, que diz que o Senado é instância definitiva e incontrastável para decidir a matéria.
Mas o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, confiante nos padrões até aqui vigentes, já ingressou no STF com pedido de anulação do impeachment. Lá, ele está convencido, tudo é possível.
Tem razão: até aqui, as teses mais absurdas encontraram eco no STF. Lula, por exemplo, ainda não se encontrou com Sérgio Moro graças ao STF, que segurou o quanto pôde o seu processo, mesmo não tendo ele direito a foro privilegiado. Tem amigos privilegiados, é o que lhe basta – ou bastava.
Os tempos estão mudando, não obstante a resistência dos políticos (e de alguns juízes e procuradores) a que isso aconteça. Mais de 35 milhões de brasileiros assistiram ao impeachment de Dilma peyla televisão aberta, mais gente do que a média de espectadores durante a Olimpíada, que registrou pouco mais de 33 milhões.
As pesquisas eleitorais mostram que o petismo está minguando, com reflexos sobre seus satélites – PSOL, PSTU, Rede. Não há espaço para truques como os de Marina Silva, da Rede, que, depois de meses condenando o impeachment, decide apoiá-lo na última hora, cuidando, porém, de orientar o único senador do partido, Randolfe Rodrigues, a que votasse em favor de Dilma.
A plateia está atenta. Pode até não entender direito o que é pedalada fiscal, mas sabe que quem as cometeu foi a mesma quadrilha que saqueou a Petrobras. E de roubo todo mundo entende.
Por Ruy Fabiano

Cadastro biométrico passa a ser obrigatório para concessão de benefícios do INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que vai ampliar a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios prev...