Com o intuito de conhecer e fomentar a
construção de uma rede de apoio à população LGBTQIA+ cearense, a
Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos
Humanos do Estado (SPS) iniciou pesquisa estadual divulgada nessa
segunda-feira, 17.
Conforme as informações divulgadas pela Pasta, o
preenchimento do formulário ajudará a compreender o contexto da
população LGBTQIA+ cearense. Realizada por meio da Coordenadoria
Especial de Políticas Públicas para pessoas LGBTQIA+, a pesquisa
contempla dimensões de habitação; etnia e raça; deficiência; educação;
trabalho e renda; saúde; segurança pública, entre outras.
O questionário é aplicado e distribuído nas 14 regiões
de planejamento do Estado do Ceará, através do site oficial da SPS,
operacionalizado via Google Forms. A pesquisa é idealizada a partir de
diferentes demandas do público-alvo, e conta com o apoio de instituições
públicas estaduais e municipais.
A Secretaria do Esporte e Juventude (Sejuv),
responsável pela divulgação das informações do formulário, também
informou que, para a construção do documento, houve a participação da
sociedade civil organizada para sua divulgação nos diferentes municípios
cearenses. Entre os parceiros das regiões estaduais estão ONGs
LGBTQIA+, atores sociais, redes, fóruns, coletivos, universidades e
coordenações/diretorias.
A vacinação de crianças contra a
Covid-19 começará nesta terça-feira (18), em Nova Russas.
Inicialmente, serão 180 doses da Pfizer, com a aplicação iniciando em
ordem decrescente, ou seja, à partir dos 11 anos, como determina o Plano
Nacional de Imunização, definido pelo Ministério da Saúde.
As
crianças nessa faixa etária já cadastradas, poderão a partir das 7h30min,
acompanhados dos pais ou responsáveis, munidos de documentos, procurar o EEMTI Olégario Abreu Memória para receberem a dose do imunizante.
Todas
as crianças na faixa etária de 5 aos 11 anos, devem efetuar o cadastro no Saúde
Digital para se vacinarem. Quanto mais pessoas se cadastram, mais
vacinas são enviadas ao município.
O
esquema vacinal para crianças terá o intervalo de oito semanas. A
vacina será aplicada em duas doses de 0,2 ml (equivalente a 10
microgramas). A tampa do frasco da vacina virá na cor laranja, para
facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos
pais, mães ou responsáveis, que levarão as crianças para serem vacinadas.
Artigo
produzido por cientistas brasileiros e de outras nacionalidades coloca o
vermífugo como opção de profilaxia ao coronavírus
Resultados do programa. Foto: Divulgação
Um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros e de outras
nacionalidades mostrou que o uso regular de ivermectina como agente
profilático reduziu de forma “significativa” infecções, hospitalizações e
a mortalidade por COVID-19. A análise foi publicada em um artigo e
veiculado na plataforma Cureus Journal of Medical Science.
O “programa de prevenção”, segundo os cientistas, é de origem
governamental (não se sabe se municipal, estadual ou federal) e foi
realizado na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, entre julho de 2020 e
dezembro de 2020.
“A iniciativa consistia em convidar toda a população de Itajaí para
uma consulta médica para se inscrever no programa e compilar informações
básicas, pessoais, demográficas e médicas. Na ausência de
contraindicações, a ivermectina foi oferecida como tratamento opcional,
por dois dias consecutivos a cada 15 dias, na dose de 0,2 mg/kg/dia”,
destaca um trecho da análise.
De acordo com a pesquisa, nos casos em que um cidadão participante de
Itajaí adoecesse por COVID-19, foi orientado não usar ivermectina ou
qualquer outro medicamento no início do tratamento ambulatorial. 9.
“Todos os indivíduos foram recomendados a não usar ivermectina,
nitazoxanida, hidroxicloroquina, espironolactona ou qualquer outro
medicamento considerado eficaz contra o COVID-19”, diz o levantamento.
“O uso profilático opcional e voluntário de
ivermectina foi oferecido aos pacientes durante consultas médicas
regulares entre 7 de julho de 2020 e 2 de dezembro de 2020, em 35 locais
diferentes, incluindo 34 centros de saúde locais do SUS e um grande
ambiente temporário de pacientes 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os
médicos que trabalhavam nesses locais eram livres para prescrever o
medicamento profilaticamente. Indivíduos que não usaram ivermectina
recusaram ou seus médicos da atenção primária optaram por não oferecer o
fármaco”, explica outro trecho da análise.
A dose e frequência do tratamento com ivermectina foi de 0,2
mg/kg/dia. “Isto é, administrar um comprimido de 6 mg por cada 30 kg
durante dois dias consecutivos de 15 em 15 dias”, complementa o
documento.
Foram excluídos da amostra os pacientes que apresentaram sinais ou
diagnóstico de COVID-19 antes de 7 de julho de 2020. Outros critérios de
exclusão foram contraindicações à ivermectina e indivíduos com idade
inferior a 18 anos.
Medicamento Ivermectina. Foto: Divulgação
Resultados
Dos 223.128 cidadãos de Itajaí considerados para o estudo, um total
de 159.561 indivíduos foram incluídos na análise, sendo 113.845 (71,3%)
usuários regulares de ivermectina e 45.716 (23,3%) não usuários.
“Destes, 4.311 usuários de ivermectina foram infectados, sendo 4.197
(taxa de infecção de 3,7%) e 3.034 não usuários foram infectados (taxa
de infecção de 6,6%)”, registra o estudo.
O documento mostrou que o uso regular de ivermectina levou a uma
redução de 68% na mortalidade por COVID-19 no comparativo com aqueles
que não tomaram o medicamento.
Houve redução de 56% na taxa de hospitalização, sendo 44 de usuários
de ivermectina contra 99 dos não-usuários. Após ajuste para variáveis
residuais, a redução na taxa de hospitalização foi de 67%.
A pesquisa “Profilaxia com ivermectina usada para COVID-19:
um estudo observacional prospectivo em toda a cidade de 223.128
indivíduos usando correspondência de pontuação de propensão” é
assinado por Lucy Kerr, Flavio A. Cadegiani, Fernando Baldi, Raysildo
B. Lobo, Washington Luiz O. Assagra, Fernando Carlos Proença, Pierre
Kory, Jennifer A. Hibberd, Juan J. Chamie-Quintero
O senador Cid Gomes, líder do PDT no
Senado Federal, abriu o ano, fazendo cobranças, que nesses tempos de
doenças a deixar os brasileiros preocupados por conta de Covid, gripe e
variantes, podem ajudar.
Em maio de 2021, foi votada a lei que
proibiu reajuste nos preços dos remédios enquanto durar a pandemia. A
lei acabou no lixo, por falta de determinação do governo federal em
cobrar os efeitos na ponta, nas farmácias.
O senador colocou a cobrança nas suas redes sociais e pretende tornar essa pauta tema nas comissões do Congresso Nacional.
Em 2013, após 10 anos de governo do PT, o Planalto passou para 4.567 servidores
Palácio do Planalto. Foto: EBC
A Casa Branca, residência e local de trabalho do
presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, emprega 560 pessoas na
estrutura de cargos da casa mais famosa do planeta. No Brasil, existem
3.246 servidores na Presidência da República. São quase seis vezes mais
(exatas 5,7) cargos na sede da presidência brasileira que na presidência
norte-americana.
Se entrassem na conta a Vice-Presidência, Agência Brasileira de
Inteligência e Advocacia-Geral da União, subordinados ao Planalto, o
total de servidores da Presidência no Brasil dispara para 17.627. A
informação é da Coluna Cláudio Humberto, d Diário do Poder.
Mas já foi pior: em 2002, a Presidência empregava 3,2
mil servidores. Em 2013, após 10 anos de governo do PT, inchou para
4.567. Agora voltou a 3,2 mil.
O presidente dos EUA mora e trabalha no mesmo local. No Brasil, são
dois palácios, Planalto e Alvorada, e uma granja para feriados.
Toda a estrutura federal do governo norte-americano emprega 1,87
milhão de funcionários, em todo o País. No Brasil são 1,1 milhão.
Apesar de o atual presidente estadual do Partido Liberal (PL) no
Ceará, o prefeito do Eusébio, Acilon Gonçalves, ter confirmado
permanência no comando da legenda no Estado, o deputado André Fernandes
(PL) afirma que passará a presidir a agremiação a partir do próximo mês,
quando termina a vigência da atual Comissão Provisória.
O grupo bolsonarista acredita ter entre 600 mil a 700 mil votos para a
disputa à Câmara Federal, enquanto que o atual comando do partido teria
até 300 mil.
Fernandes se filiou ao Partido Liberal no fim do ano passado e segundo o deputado, teria
sido indicado pelo presidente Jair Bolsonaro a comandar a
presidência da agremiação no Ceará.
“O (presidente nacional do PL) Valdemar (da Costa Neto) disse que
quem decidiria seria o presidente Bolsonaro e o presidente decidiu que
eu seria o presidente”, afirmou Fernandes ao Blog do Edison Silva.
Além de Fernandes, outros parlamentares bolsonaristas têm utilizado
suas redes sociais para enviar mensagens de que estarão se filiando ao
PL nos próximos meses. Devem migrar para a legenda os vereadores de
Fortaleza: Inspetor Alberto (PROS), Priscila Costa (PSC), Carmelo Neto
(Republicanos), além da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação
na Saúde do Mistério, Mayra Pinheiro, o Coronel Aginaldo e o pai do deputado André Fernandes, o pastor Alcides Fernandes.
Esse grupo soma-se a Dr. Jaziel e Dra. Silvana que devem tentar
reeleição para os cargos de deputado federal e deputada estadual,
respectivamente. “O Carmelo Neto será nosso puxador de votos para
estadual. E a ideia é ficar bem forte”, explicou André Fernandes.
Segundo ele, o prefeito Acilon Gonçalves e o deputado federal Júnior
Mano, que atualmente comandam o PL, devem deixar a sigla, já que são
aliados dos irmãos Ciro e Cid Gomes (PDT) e do governador Camilo Santana
(PT).
“Provavelmente, eles devem sair, porque não vão aceitar que o
partido fique sob nosso comando. Da mesma forma, se ficar com eles, a
gente não aceita. Aí a disputa vai para o voto a voto e nosso grupo tem
600 mil a 700 mil votos. E eles têm entre 200 mil a 300 mil. Acredito
que eles devem acabar saindo”, afirmou Fernandes.
No próximo dia 10 de fevereiro finda-se o prazo do atual comando das
comissões provisórias e executivas Brasil afora. O atual grupo político
que comanda o PL do Ceará reconhece a força dos bolsonarista no Estado,
mas prefere aguardar a discussão sobre a direção partidária para depois.
O
número de nem-nem teve um salto durante a pandemia, em 2020. Em 2021,
os números recuaram um pouco, mas continuam acima do nível pré-COVID 19
Foto: Freepik
O sonho de Gabriela Novazzi, de 27 anos, é conseguir um emprego para
dar uma vida melhor ao filho, de 3 anos. Ela nunca teve um trabalho
fixo, com carteira assinada.
Apenas bicos que consegue em eventos. Desde 2016, quando foi
obrigada a abandonar a faculdade de Educação Física por questões
financeiras, Gabriela não estuda nem trabalha. “Era minha mãe que me
ajudava nos estudos, mas ela ficou sem trabalho e parou de pagar a
universidade”, diz.
Sem experiência, ela está à procura de qualquer oportunidade de
entrar no mercado de trabalho. Mas a busca não tem sido fácil. “A
maioria das empresas exige uma experiência anterior. É uma dificuldade”,
diz. Além de dar estabilidade ao filho, Gabriela também sonha em
terminar a faculdade. “Nunca é tarde para recomeçar.”
Gabriela faz parte de um contingente de jovens de até 29 anos que
cresceu muito nos últimos tempos. São os chamados “nem-nem”, um grupo de
pessoas que nem estuda nem trabalha. Segundo a consultoria IDados, até o
segundo trimestre de 2021, essa população representava 30% dos jovens
dessa faixa etária. Isso significa 12,3 milhões de pessoas, cifra que
supera a população da Bélgica.
O número de nem-nem teve um salto durante a pandemia, em 2020. Em
2021, os números recuaram um pouco, mas continuam acima do nível
pré-COVID 19. São quase 800 mil pessoas a mais ante o primeiro semestre
de 2019 – quando o grupo representava 27,9% dos jovens até 29 anos. O
problema é que desde 2012 o número está em crescimento. Naquela época,
os nem-nem eram 25% da faixa etária (ou 10 milhões).
GARGALO
“Isso representa uma ineficiência enorme para o Estado, já que muitas
dessas pessoas tiveram um investimento público por trás”, diz a
pesquisadora da consultoria, Ana Tereza Pires, responsável pelo
levantamento. Além da questão econômica, tem também o lado individual de
cada um dos jovens, sem experiência.
A cada ano, diz ela, novos estudantes se formam e não conseguem ser
absorvidos no mercado, o que cria um bolsão de nem-nem. Sem emprego nem
renda, eles não conseguem estudar e muitos param no meio do caminho,
como no caso de Gabriela. Segundo Ana Tereza, terminar a faculdade numa
fase de recessão pode ter reflexos para toda a vida profissional. Os que
conseguem emprego podem ter salários mais achatados comparados a quem
se forma durante a expansão econômica.
Mesmo para quem já conseguiu emprego, a crise é um problema, porque
pune primeiro os mais jovens, que têm menos experiência e recebem menos.
As empresas preferem garantir a permanência dos profissionais
especializados e de difícil contratação. Sem contar que os mais jovens
representam um custo menor na rescisão
EDUCAÇÃO E PIB
Na avaliação do presidente da Trevisan Escola de Negócios, Vandyck
Silveira, a situação dos jovens é resultado de uma série de questões. A
primeira está associada à educação. “Temos uma escola de ensino
fundamental e médio de péssima qualidade, que não prepara o estudante
para nada.” O problema, para ele, não é por falta de investimento. Mas
por investimento errado.
Soma-se a isso o baixo crescimento da economia. Desde 2013, o País
não consegue encontrar o caminho da retomada consistente. Entre 2017 e
2019, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu numa média de 1,4% ao ano –
resultado muito abaixo da capacidade. “Para empregar todos os jovens que
entram no mercado de trabalho, o Brasil precisaria crescer, pelo menos,
3% ao ano”, diz Silveira. “Estamos ficando definitivamente para trás.”
Para especialistas, o crescimento dos nem-nem significa perda de
produtividade e de capital humano. Para Marcelo Neri, diretor do FGV
Social, o Brasil teve na pandemia o maior contingente da história de
jovens nem-nem. Mas esse porcentual deve cair pela metade até o final do
século, resultado da demografia. Na avaliação dele, essa geração está
sacrificando o presente e o futuro. “Logo, o futuro do País está
comprometido pela falta de quantidade e pelo tratamento de baixa
qualidade dado à juventude ” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.