quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Um país generoso e cheio de regalias só pra eles

Foi vapt-vupt. Ex-governador da Bahia receberá pensão para o resto da vida


Ricardo Noblat
Legal? Tudo indica que sim.
Moralmente defensável? Aqui é que mora a dúvida. No mínimo.
Aos fatos.
Cotado para ministro de qualquer coisa do segundo governo da presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner (PT), governador da Bahia, terá direito, tão logo deixe o cargo, a uma pensão para o resto da vida no valor atual de R$ 19,3 mil.
Como há três outros ex-governadores do Estado vivos – e bem de vida como Jaques -, o direito será estendido a eles, naturalmente.
Foi tudo rápido como um relâmpago.
Em um único dia (isso mesmo: em um único dia), o projeto que criou a pensão foi apresentado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia. Uma vez aprovada ali, seguiu para votação em plenário. Aprovada pela unanimidade dos deputados, foi promulgada. E de imediato entrou em vigor.
Jaques não se acanhou com o fato de os deputados que apoiam seu governo terem votado pela aprovação do projeto. Absurdo seria se tivessem votado contra, não é mesmo?
Jaques acha que é um benefício que fez por merecer – tanto ele quanto seus antecessores.
Salário de ministro de Estado está pouco acima dos R$ 20 mil. Fora eventuais sinecuras - como presidir conselhos administrativos de empresas estatais.
(Bom dia, presidente Dilma!)
Jaques Wagner (Foto: Arquivo Google)Jaques Wagner (Imagem: Arquivo Google)

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