quarta-feira, 17 de julho de 2013

Bolsa Família passará a exigir número de telefone celular


A ministra Tereza Campelo informou em entrevista ao GLOBO que os beneficiários do Bolsa Família terão que cadastrar o número do celular ao preencher ou atualizar seus dados no Cadastro Único (CadÚnico). O objetivo é melhorar a comunicação direta com quem recebe Bolsa Família, por mensagens de texto (torpedos).
A iniciativa faz parte de um pacote de medidas adotadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, depois do tumulto que se seguiu à antecipação de pagamentos do Bolsa Família pela Caixa Econômica Federal, em maio, quando milhares de beneficiários assustados com boatos sobre o fim do programa lotaram agências do banco num sábado e num domingo.
De acordo com a ministra Tereza Campelo, a instrução sobre o novo procedimento será repassada a todas as prefeituras do país. Atualmente, o cadastro contém um campo destinado ao número de telefone do beneficiário, mas o preenchimento não é obrigatório.
Tereza explicou que as prefeituras são orientadas, hoje, a atualizar dados como endereço, número de filhos e renda a cada dois anos. O número de telefone, porém, não faz parte dessa lista de atualização. A expectativa da ministra é que demore dois anos até que o CadÚnico passe a ter os números dos celulares de todos beneficiários que possuem aparelho.
Para Tereza, a comunicação por torpedos não será útil apenas em casos de emergências, mas também para alertar as famílias em caso de baixa frequência escolar dos filhos ou da proximidade do prazo de atualização cadastral.
O Bolsa Família paga mensalmente 13,8 milhões de benefícios, auxiliando 50 milhões de pessoas. Em maio, a Caixa permitiu que qualquer beneficiário, independentemente do número do cartão, pudesse sacar o dinheiro já no primeiro de dez dias de repasses, uma sexta-feira, dia 17. No dia seguinte, um sábado, boatos provocaram aglomerações em agências de 13 estados.
Fonte:  Jornal O Globo

Maioria dos prefeitos defende fim da reeleição e mandato de 6 anos

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) na semana passada, durante a Marcha dos Prefeitos, revela que 60,5% dos entrevistados consideram que a reeleição deve acabar, e para 53,3%, o mandato do presidente, de governadores e prefeitos deve ter duração de seis anos.
O fim da reeleição indefinida dos parlamentares também é defendido por 73,3%, assim como o financiamento público de campanha (49,2%) e o voto obrigatório (58,4%). O número de prefeitos entrevistados representa 11% do total de 5.563 no país.
A CNM ouviu 622 prefeitos e de acordo com o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, a pesquisa será enviada aos congressistas, como contribuição para o debate sobre a reforma política.
*A pesquisa está publicada na edição de hoje (17) do jornal O Globo.


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