A
ministra Tereza Campelo informou em entrevista ao GLOBO que os
beneficiários do Bolsa Família terão que cadastrar o número do celular
ao preencher ou atualizar seus dados no Cadastro Único (CadÚnico). O
objetivo é melhorar a comunicação direta com quem recebe Bolsa Família,
por mensagens de texto (torpedos).
A iniciativa faz parte de um pacote de medidas adotadas pelo
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, depois do tumulto
que se seguiu à antecipação de pagamentos do Bolsa Família pela Caixa
Econômica Federal, em maio, quando milhares de beneficiários assustados
com boatos sobre o fim do programa lotaram agências do banco num sábado e
num domingo.
De acordo com a ministra Tereza Campelo, a instrução sobre o novo
procedimento será repassada a todas as prefeituras do país. Atualmente, o
cadastro contém um campo destinado ao número de telefone do
beneficiário, mas o preenchimento não é obrigatório.
Tereza explicou que as prefeituras são orientadas, hoje, a atualizar
dados como endereço, número de filhos e renda a cada dois anos. O número
de telefone, porém, não faz parte dessa lista de atualização. A
expectativa da ministra é que demore dois anos até que o CadÚnico passe a
ter os números dos celulares de todos beneficiários que possuem
aparelho.
Para Tereza, a comunicação por torpedos não será útil apenas em casos
de emergências, mas também para alertar as famílias em caso de baixa
frequência escolar dos filhos ou da proximidade do prazo de atualização
cadastral.
O Bolsa Família paga mensalmente 13,8 milhões de benefícios,
auxiliando 50 milhões de pessoas. Em maio, a Caixa permitiu que qualquer
beneficiário, independentemente do número do cartão, pudesse sacar o
dinheiro já no primeiro de dez dias de repasses, uma sexta-feira, dia
17. No dia seguinte, um sábado, boatos provocaram aglomerações em
agências de 13 estados.
Fonte: Jornal O Globo
Maioria dos prefeitos defende fim da reeleição e mandato de 6 anos
O fim da reeleição indefinida dos parlamentares também é defendido por 73,3%, assim como o financiamento público de campanha (49,2%) e o voto obrigatório (58,4%). O número de prefeitos entrevistados representa 11% do total de 5.563 no país.
A CNM ouviu 622 prefeitos e de acordo com o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, a pesquisa será enviada aos congressistas, como contribuição para o debate sobre a reforma política.
*A pesquisa está publicada na edição de hoje (17) do jornal O Globo.
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