quinta-feira, 14 de maio de 2020

Ceará é sexto estado com profissionais da saúde infectados

Governo do Ceará e Prefeitura de Fortaleza investem em equipamentos de proteção para reduzir os casos

Foto: Tatiana Fortes/Sesa
O Ministério da Saúde aponta 31.790 profissionais da saúde infectados com o novo Coronavírus em todo o Brasil. Destes, 883 casos são no Ceará, sexto estado brasileiro em quantidade de casos, segundo o Observatório da Enfermagem, plataforma desenvolvida pelo Conselho Federal de Enfermagem (Confen). 
"A maior parte desses profissionais integrava pelo menos um grupo de risco. É inadmissível que estivessem expostos na linha de frente, contrariando as diretrizes sanitárias indicadas pelo Ministério da Saúde”, afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri. “Somos seres humanos, sujeitos aos mesmos fatores de risco de qualquer pessoa, não somos máquinas. A escassez de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) e o subdimensionamento das equipes também contribuem para o agravamento da pandemia entre profissionais de Enfermagem”, completa.
De acordo com o secretário-substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, até o momento foram identificados 199.768 profissionais de saúde com suspeita da Covid-19. Do total dos casos suspeitos, as modalidades mais atingidas são técnicos ou auxiliares de enfermagem (34,2%), enfermeiro (16,9%), médico (13,3%), recepcionista (4,3%).
No último sábado (9), Fortaleza recebeu 7,5 toneladas de equipamentos médicos de proteção. “Nós fizemos uma aquisição internacional de EPIs de máscaras cirúrgicas, máscaras N95 e macacões impermeáveis de uma empresa chinesa e estamos recebendo a segunda e terceira remessas que representam em torno de 20% da compra total realizada”, declarou a secretária da Saúde de Fortaleza, Joana Maciel. 
O Estado também fez aquisições semelhantes. “Enquanto os profissionais de saúde estão nas unidades hospitalares, os profissionais de segurança dos municípios e do Estado estão nas ruas garantindo a fiscalização e o isolamento”, afirmou. 
Somente no Ceará são aproximadamente 77 mil profissionais da enfermagem, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Todos esses profissionais são representados pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren-CE) no estado e pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) em âmbito nacional.

Cnews

Ministério Público Estadual abre 43 investigações sobre uso de verbas na pandemia.


O Ministério Público Estadual abriu 43 procedimentos para investigar a aplicação de recursos em ações de combate ao coronavírus na Grande Fortaleza e no Interior do Ceará. As investigações tem como alvo obras, equipamentos e insumos para enfrentamento da pandemia da Covid-19 que estão sendo realizados ou adquiridos pelo Estado e pelos Municípios.

Os procedimentos foram instaurados por Promotorias de Justiça de Fortaleza, Promotorias de Justiça de comarcas do interior e pela PROCAP e obedecem a formas e prazos previstos em lei e nas resoluções do CNMP, dependendo de requisições de documentos, de exames periciais, de tomadas de depoimentos e de vários outros tipos de diligências para serem concluídas de modo eficiente.

As contratações fiscalizadas pelo MPCE incluem as da instalação e da gestão do hospital de campanha no Estádio Presidente Vargas e as das aquisições de respiradores, equipamentos de proteção individual (EPI) e outros insumos para uso no combate à COVID-19 em todo o Estado do Ceará.

Denúncias
Através dos seus órgãos de apoio e de execução, o MPCE se coloca ao lado da população cearense nas mais diversas frentes de combate à pandemia do novo coronavírus, incluindo a tutela do patrimônio público, disponibilizando os contatos de suas unidades em: www.mpce.mp.br/coronavirus/. Para denúncia, encaminhe mensagem para o e-mail: covid19.denuncia@mpce.mp.br

Pires Ferreira, o quinto município mais pobre do Brasil licita equipamentos de informática no valor R$ 2.549.692,00 em plena epidemia

O Tribunal de Contas do Ceará poderá investigar licitação na prefeitura de Pires Ferreira, um dos municípios mais pobres do Ceará. A denúncia está nos registros do tribunal.

No último dia 17/04/2020, já em plena pandemia mundial, ocasionada pelo COVID-19, a Prefeitura de Pires Ferreira abriu um certame licitatório da modalidade "REGISTRO DE PREÇO" de nº 03PP04/2020, no valor de R$ 2.549.692,00(DOIS MILHÕES, QUINHENTOS E QUARENTA E NOVE MIL, SEISCENTOS E NOVENTA E DOIS REAIS) com o seguinte objeto: "Registro de Preço para eventual aquisição de equipamentos permanentes de informática, eletrodomésticos, escritório, som e imagem destinado a atender as Secretarias Municipais de Pires Ferreira-CE".
Pires Ferreira é o município mais POBRE DO ESTADO DO CEARÁ E 5º MAIS POBRE DO BRASIL, segundo o último levantamento do IBGE. Será que precisa  da compra EXORBITANTE de Computadores?
Já no último dia 07/05/2020, foi publicada a conclusão da Licitação e a empresa vencedora foi "Shopping Papelaria Eireli EPP, CNPJ nº 29.103.669/0001-90, com sede na Rua José Edmilson Aguiar, nº 82, Centro, Reriutaba-CE. A referida cidade de Reriutaba é a terra Natal da Prefeita de Pires Ferreira,  Marfisa Aguiar, e o seu marido , Pedro Humberto,  pré-candidato a prefeito na Cidade de Reriutaba.
A referida empresa "Shopping Papelaria Eireli EPP" é de propriedade do Senhor José Beni Soares Trajano Filho, sócio em outros empreendimentos do Sr. Ernesto Morais, filho de uma ex-Vereadora de Reriutaba, Luiza Morais(Muito ligada ao grupo político da Prefeita de Pires Ferreira e seu esposo Pedro Humberto), que também é mãe do Senhor Renê Morais, proprietário da empresa "Integra Serviços de Locações e Construções Eireli", CNPJ nº 11.528.420/0001-61, com sede na Rua Professora Alaíde Ramos, nº 121, Centro, Reriutaba-CE, que de JANEIRO DE 2013 a JANEIRO DE 2020 já venceu licitações em  Pires Ferreira no valor de R$ 10.746.478,47(DEZ MILHÕES, SETECENTOS E QUARENTA E SEIS MIL, QUATROCENTOS E SETENTA E OITO REAIS E QUARENTA E SETE CENTAVOS), que tem o capital social de apenas R$ 100.000,00(Cem mil reais).


O Blog tentou contato com a prefeitura de Pires Ferreira. O município está em recesso e trabalhando em home Office. Não conseguimos contato com a prefeita Narcisa Aguiar. Fica o espaço aberto para esclarecimentos.
 
Por Roberto Moreira

terça-feira, 12 de maio de 2020

Mais uma agência da CEF no interior do Ceará suspende atendimentos, devido a servidores apresentarem sintomas da covid19

Rádio Cultura 93,9 FM - Caixa Econômica Federal lança edital para ...
A agência da Caixa Econômica Federal de Cratéus, desde ontem está com atendimento suspenso na parte interna do banco funcionando apenas os terminais eletrônicos de autoatendimento. A medida foi adotada após um funcionário apresentar sintomas do novo coronavírus. A unidade deve passar por uma desinfecção, sendo que todos os funcionários estão em distanciamento social, bem como o funcionário está sendo monitorado e acompanhado em isolamento domiciliar.
A agência da Caixa Econômica Federal de Acaraú, não abre desde ontem para atendimento nesta deixando e frustrando centenas de pessoas que esperavam em uma enorme fila para serem atendidas.
A agência que atende Acaraú, Itarema, Cruz e Jijoca de Jericoacoara  está mais uma vez com suas atividades suspensas em virtude da Covid-19, de que há servidores da agência que estão em isolamento, e a direção da instituição comunicou que a agência suspendeu seus atendimentos até a próxima quinta-feira, 14, devendo retomar as atividades na sexta-feira, 15.
Ainda neste mês de maio, a agência ficou fechada nos dias 4 e 5 de maio. Em comunicado a gerência avisa que a agência mais próxima para atendimento é Itapipoca.

Cinturão das Águas do Ceará terá R$ 41 milhões

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) acaba de empenhar recursos para as obras do Cinturão das Águas do Ceará. São R$ 41.187.345,00 destinados pelo relator do Orçamento 2020, deputado Domingos Neto, para dar andamento das obras pelo governo do Estado.
Após garantir o empenho, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, fez questão de realizar uma chamada telefônica ao deputado Domingos Neto junto com o governador Camilo Santana para agradecer a destinação dos recursos feitas pelo relator. Camilo também agradeceu pelo empenho, que levará água para as famílias cearenses.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Assembleia Legislativa aumenta verba de gabinete em 60%

Assembleia
Assembleia Legislativa da Paraíba (Foto: Divulgação/ALPB)

‘Casa do povo’, tem tido uma atuação pífia quando se trata de ajuda ao combate ao novo coronavírus


Enquanto a Paraíba assiste a uma crescente no número de casos de Covid-19, a Assembleia Legislativa da Paraíba, a ‘Casa do povo’, tem tido uma atuação pífia quando se trata de ajuda no combate ao novo coronavírus. A pauta, aliás, tem sido em prol deles mesmos. As Assembleias em todo o País têm discutido a redução de salários, a exemplo de São Paulo, que aprovou redução salarial e cortes na verba de gabinete.
Na Paraíba, os parlamentares foram na contramão e aprovaram um aumento de 60% no valor da Verba Indenizatória de Atividade Parlamentar, a chamada verba de gabinete. Saindo de R$ 25 mil para R$ 40 mil. Segundo a resolução assinada pelo presidente da AL, deputado Adriano Galdino (PSB), esse valor pode ser alterado anualmente.
A pergunta que fica é: em tempos de isolamento social, os deputados vão gastar esse dinheiro? Em quê? Porque não há justificativa para esses gastos em tempos de pandemia. A Assembleia tem realizado no máximo uma sessão virtual por semana.
Já em relação a corte nos salários dos deputados tem predominado o silêncio. Em uma votação vergonhosa, a Assembleia Legislativa aprovou um projeto que prevê apenas a doação, mas só se o parlamentar quiser, de R$ 500. Em tempos de pandemia, falta à Casa de Epitácio Pessoa ações mais concretas em relação ao combate ao coronavírus, já que na hora de pedir votos os deputados não medem esforços e promessas.
A liderança do deputado Adriano Galdino tem deixado a desejar. O socialista parece, nesse momento, mais preocupado com a eleição de prefeitos aliados e, claro, a da esposa Eliane Galdino, pré-candidata a prefeita do município de Pocinhos, com direito a live. Quem deveria dar exemplo, parece não estar atento ao que acontece no Estado.
Em outros estados, a exemplo do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Maranhão, as Assembleias já estão com a proposta de redação de salários na Mesa para votação e aprovação, com apoio da maioria dos parlamentares. Na Paraíba, os parlamentares deveriam parar de fazer discursos pouco práticos e seguir o exemplo.

O outro lado

Em resposta à publicação, a ALPB enviou o seguinte posicionamento:
– Em setembro de 2019, a Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou uma reforma administrativa que resultou na modernização administrativa do Poder Legislativo Paraibano e culminou com a extinção de mais de 500 cargos e reduziu os valores autorizados para contratos de apoio parlamentar. Em contrapartida, foram restabelecidos os valores de verba para divulgação de atuação parlamentar, no montante de R$ 15 mil, para cada deputado, fazendo com que a verba do VIAP (Verba Idenizatória de Apoio Parlamentar) voltasse ao patamar que era praticado em 2014.
– Que a verba é indenizatória e só é paga ao deputado depois de comprovada os gastos com notas fiscais e demais comprovações e que este valor compreende um teto, ou seja, não necessariamente é gasto o valor total todo mês por todos os parlamentares.
– Que a resolução apresentada na “matéria” data de 12 de fevereiro de 2020, praticamente 30 dias antes da decretação de pandemia mundial pela Organização Mundial de Saúde por conta do Covid-19 e ajustando o que tinha sido aprovado em setembro de 2019, ou seja, seis meses antes da pandemia.
– Que a atuação da Assembleia Legislativa da Paraíba durante a pandemia, anda longe de ser pífia, como afirma a matéria, já que nos primeiros 30 dias de realização de sessões remotas foram aprovadas 482 matérias legislativas, dentre elas leis que afetam diretamente de forma positiva a grande maioria da população paraibana, especialmente os mais vulneráveis, tais como: proibição de suspensão de serviços essenciais como água, luz e telefone por atraso de pagamento durante o período de calamidade; lei que garante a distribuição de cestas básicas a todos os estudantes da rede estadual de ensino durante o período de paralisação das aulas por conta da pandemia; lei que garante descontos nas mensalidades de escolas e faculdades particulares de 5% a 30% durante o período de calamidade pública; lei que pune a divulgação de Fake News sobre o coronavírus e outras pandemias e epidemias; a doação de 100 mil máscaras a hospitais e instituições filantrópicas; além de campanhas e ações contra a violência doméstica e garantia de direitos das minorias durante o período de pandemia, com ações implantadas pelo Governo do Estado após provocação da Assembleia. .
– Por fim, reiteremos que a Assembleia Legislativa da Paraíba seguirá com seu papel de legislar em prol da sociedade paraibana, buscando sempre os interesses coletivos, já que esse é o papel dos Poderes e dos representantes do povo.

PORTAL CORREIO

domingo, 10 de maio de 2020

Uso de CPF do filho por pais impede que mães solo acessem auxílio emergencial

Fraude

Se comprovado que o recebimento da renda básica foi indevido, pais poderão responder por estelionato


Mães precisam juntar provas materiais e denunciar o pai na Justiça - Agência Brasil
Cerca de um mês e meio depois da aprovação pela Câmara dos Deputados da lei que concede o auxílio emergencial de R$ 600, por até três meses, para as pessoas que perderam renda devido à crise econômica e sanitária agravada pela pandemia do novo coronavírus, muitos setores ainda encontram dificuldades para acessar o benefício. Um deles são as mães chefes de família e que foram vítimas de fraude por seus ex-companheiros. Para pedir o auxílio, basta a indicação do CPF da criança, mas se um dos pais se cadastrar primeiro, o outro fica impedido de obter a renda básica de R$ 1.200.
Este é o caso de Juliana Silva*, moradora de São Paulo (SP), que cuida integralmente do filho de quatro anos nesta pandemia. Ela recebe R$ 2.200 por mês como bolsa de doutorado, mas, em função da crise, não consegue outros trabalhos como professora. De aluguel, ela desembolsa R$ 900, de um total de R$ 1.600, dividindo a casa. Outras despesas são: alimentação, água, energia elétrica, gás, produtos de cuidados da criança, ou seja, o básico para garantia do bem estar dela e do filho.
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Como recebe até três salários mínimos por mês, ou seja, até R$ 3.135, Juliana tem direito à renda básica emergencial. Ao tomar conhecimento disso, ela realizou o cadastro do CPF do seu filho no sistema da Caixa Econômica Federal, mas, para sua surpresa, a inscrição já havia sido realizada.
Pensando ser vítima de crime virtual, Juliana lembrou que há cerca de duas semanas o pai de seu filho de quatro anos pediu para ela o CPF da criança, alegando querer regularizar o plano de saúde do menino, que é pago pela avó paterna. Ela enviou o número da documentação.

Mãe se deparou com mensagem de que o CPF do filho já está vinculado a um pedido de auxílio emergencial / Reprodução
Diante da situação, Juliana entrou em contato por e-mail com o ex-companheiro questionando se ele havia cadastrado o menino, mas ele negou. Ao entrar em contato com o plano de saúde, ela foi informada de que não há atualização de dados cadastrais com base no CPF de seu filho.
Juliana juntou as provas e registrou um boletim de ocorrência (BO) contra o pai da criança, que poderá responder por estelionato, falsidade ideológica e até violência patrimonial. Isso porque não é a primeira vez que ele causa dano a ela. Quando a relação terminou, por exemplo, ele sumiu com seu computador, prestes a ela ter que submeter um projeto para obter uma bolsa de doutorado.
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"Eu já tive duas medidas protetivas, ele me agrediu fisicamente. Ele é super mentiroso, manipulador. Ele me pediu o CPF para poder atualizar o plano de saúde e, depois, quando eu pergunto se ele usou o CPF no pedido de auxílio, ele disse que não. Não tem outra pessoa que possa ter usado o CPF, e não tem outra razão para ele ter me pedido o CPF que não seja essa. Eu tenho o registro da conversa com o plano de saúde. Está todo mundo sem saber o que vai acontecer [diante da pandemia], e ainda tem que ficar lidando com questão jurídica", desabafa Juliana.
O que fazer?
Analisando situações como essa, a advogada Gabriela Kermessi, que tem pós-graduação em direito da família e violência contra a mulher e há seis anos atende casos como este, afirma que o mais importante diante de uma suposta fraude é reunir provas.
"Se ela entrar lá para fazer o cadastro e aparecer que o CPF 'x' já está vinculado a outro pedido, ou já foi utilizado em outro pedido, ela precisa dar print na tela ou imprimir. O segundo passo é questionar o pai dessa criança para tentar também formular provas, porque tudo depende de prova. Justificar por que ela suspeita que foi o pai da criança que fez esse pedido, porque quando ela for fazer o BO é justamente isso que eles vão falar: não temos certeza", detalha.
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Depois de registrado o BO, ele é encaminhado para a delegacia para que o inquérito seja feito. O cuidado com o máximo de provas resguarda a mãe, uma vez que se, porventura, não tiver sido o pai, ele ainda pode entrar com uma ação contra essa mãe. Logo, é preciso se respaldar. O mesmo é válido para qualquer caso que envolva violência doméstica.
"A gente tem um Judiciário machista, isso não é segredo para ninguém. Temos melhoras, temos avanços, sim, mas o Judiciário é machista, mesmo não sendo juiz homem, a gente ainda pega umas juízas bem complicadas. A grande dificuldade que a gente tem é a questão da prova, porque, nos últimos dois anos, o que eu percebo é que a violência psicológica e moral é muito maior que a física. E para você conseguir dar sequência a esse tipo de violência moral e física, você precisa de provas", argumenta a advogada. 
Por fim, o último passo é procurar uma delegacia da mulher com as provas em mãos. "O atendimento não é nota mil, mas é melhor do que o de uma delegacia comum. [É preciso] explicar a situação, e explicar que quer registrar uma ocorrência para que seja investigada. Provavelmente, vai ser [considerado como] crime comum de estelionato e, dependendo do histórico dessa mãe com esse suspeito, se ficar comprovado, pode até classificar também como uma violência patrimonial".
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A extensão do auxílio a chefes de família solteiros, independentemente do sexo, passando a incluir pais solo e mães adolescentes, ainda precisa de sanção presidencial para começar a valer, apesar do texto ter sido aprovado por parlamentares no dia 22 de abril. Na última quinta-feira (7), o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, disse à Comissão Mista do Congresso Nacional que acompanhar as medidas de enfrentamento do coronavírus que a pasta emitiu parecer favorável a essa medida.
Falhas no auxílio
O auxílio emergencial passa por diversos problemas. Há milhares de brasileiros esperando para receber o benefício. A advogada acredita que a falta de critérios facilita a realização de fraudes, entre elas, as praticadas por pais mal-intencionados. Kermessi cita como exemplo o fato de que não é solicitado que o pai envie uma certidão que comprove a guarda da criança, ou que diga que ele é viúvo e sustenta a criança sozinho, ou qualquer outro documento que comprove que ele, de fato, detém a guarda.
"Eles quiseram fazer o correto, porque eu mesma tenho clientes homens, que são viúvos, enfim, têm a guarda dos filhos. O Brasil não conhece o Brasil. As pessoas não andam na rua, não conhecem a realidade das mães, dos pais, de ninguém. Eles quiseram se adequar aos milhares de formatos de famílias que temos hoje e acabaram abrindo essa opção para pais e mães que são chefes de famílias. Mas eu acho que em um sentido amplo o cadastro apresenta muitas falhas", avalia.
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Passo a passo caso o CPF do seu filho esteja registrado em outro CPF:
1) Faça um print (captura) da tela com a informação de que o CPF da criança está vinculado a outro cadastro;
2) Questione o pai se ele registrou a criança para receber o auxílio, gravando a conversa telefônica ou registrando por e-mail ou mensagem;
3) Ligue para o número 111 (da Caixa Econômica) e informe o ocorrido;
4) Procure a Delegacia da Mulher. Se você ganhar até um salário mínimo pode ser atendida pela defensoria pública. Se for acima de dois salários, será necessário contratar uma advogada particular e justificar por que desconfia do pai, contar se ele já tem histórico, entre outras informações.

*Nome modificado para preservar a identidade da vítima.

COAPH é alvo de operação da PF; Sindsaúde ressalta que há anos vem denunciando as falsas cooperativas que atuam nos municípios

  A Cooperativa de Atendimento Pré e Hospitalar (COAPH), no Ceará, está no centro de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas...